sexta-feira, 31 de julho de 2015

Capítulo 02

Gritando ele levantou-se, falando que queria um amor. Mas as coisas não eram tão faceias assim. Raul, não era como os outros caras, ele gostava de homem. Isso não era segredo para ninguém, todos seus amigos sabiam da sua orientação sexual. O problema era que os namoros dele não davam certo.

Bela – Amigo! Senta. Vamos conversar.
Raul – OK!
Bela – Voce tem que tirar isso da cabeça, uma hora o cara certo vai aparecer.
Raul – Bela! Esse cara nunca aparece. O que eu tenho? Estou fedendo? Ahhh! Eu devo ser muito horrível.
Bela – Amigo! Voce não esta fedendo e nem é feio. È que você gosta dos caras errados.
Raul – Ninguém me quer, você fala isso porque pra ti é fácil. Tu é linda, loira, e mulher!
Bela – Mas tu es lindo! Estamos perdendo a festa.
Raul – Pode ir pra festa, eu vou embora.
Bela – Nãoooo! Olha só eu tenho uma ideia.
Raul – Qual?
Bela – Você fica na festa, eu vou lá pedir para o DJ tocar um funk. Já, já vai ter o sorvete e vou te ajudar a procurar um “cara”.
Raul – Como assim?
Bela – Olha isso! Deixa eu pegar meu celular no sutiã...
Raul – Você é muito engraçada! Hehehe
Bela – Achei! Olha, este aqui é um aplicativo...

Mostrando o tal aplicativo, Bela explicava do que se tratara.

Bela – Amigo! Esse aqui é o “Tinder”. Um aplicativo de encontros.
Raul – Putaria?
Bela – Não! Sem putaria. Você parece que não me conhece. Olha só, este aqui é o Carlos lembra?
Raul – O Carlos, lá da Universidade?
Bela – Esse mesmo, aquele que tem uma banda. Eu dei like nele e ele em mim. Começamos a conversar no Tinder e semana que vem vamos ir no shopping, tomar um sorvete.
Raul – Sorvete? Sei...
Bela – Sim, sorvete. Quem sabe não ganho um beijo? AHSUHHSAHUUHSAU.

Após a conversa, Bela ensinou Raul a baixar o Aplicativo. Os dois animados com a conversa, principalmente ele pela possibilidade de conhecer outros Carlos da vida. Bela puxou sua mão e foi ao encontro do DJ, ao seu ouvido pediu a música preferida de seu amigo. O som ficou bem alto e todos começar a dançar ao som de Na Batida da cantora Anitta. Todos os problemas, angustias foram esquecidos e os dois dançaram loucamente.

No outro dia, Bela dormiu na casa de Raul.

Bela – Amigo! Olha a hora que é. Já são quase duas da tarde.
Raul – Acho que bebemos muito.
Bela – Você já olhou teu celular.
Raul – Sim. Olhei e tem varias mensagens de alguns caras.
Bela – Uhuu! Amigo! Responde os boy.
Raul -  hehehe. Esta bem.

Os dois ficaram animados com o aplicativo e por alguns minutos estiveram conversando sobre os belos rapazes. Passaram-se uma hora e Bela foi para sua casa, enquanto isso Raul ficou mexendo no celular. Em segundo apareceu uma mensagem...“Oii, tudo bem?”.

Raul – Ola. Qual seu nome?
Rafael – Meu nome é Rafael.
Raul – Qual a tua cidade?
Rafael – Sou de São Leopoldo – Rio Grande do Sul
Raul – Sério?
Rafael – Sim. Sério UHHUASHUAS
Raul – Você é o primeiro cara que fala comigo, aqui neste App.

O papo dos dois seguiu animado, Rafael tinha 17 anos e morava em São Leopoldo. Enquanto Raul tinha 19 anos. Os dois tinham gostos bem diferentes, e suas personalidades eram totalmente contrarias. Raul, tinha uma meta, a de encontrar um amor. Rafael tinha uma meta bem diferente, curtir a vida perigosamente e loucamente sem pensar no amanhã.

Rafael – Cara. Temos que nos conhecer.
Raul – Verdade.
Rafael – Como nunca nos cruzamos na cidade?
Raul – Pois é, não sei.
Rafael – Tu vais em festas?
Raul – Vou muito. Sempre na companhia da minha melhor amiga.
Rafael – Onde você costuma ir?
Raul – Vários locais, ontem estive na Play Music. Ali na independência.
Rafael – Bah! Eu estou sempre lá na Play. Eu vou quase todos os finais de semana com o meu melhor amigo, o Fábio.

Na cabeça de Raul as coisas estavam indo muito bem, a conversa dos dois adolescentes não tinha fim. O grande problema é que Raul jamais poderia imaginar o grande risco que iria passar. O amor pode ser perigoso.


Não perca o terceiro capítulo de “Os Amores Perigosos” 

Uma História escrita por: Ruan Carlos Sansone
"Esta é uma obra baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade"

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Capítulo 01

Eram 16:00 horas da tarde, quando Raul levantou-se do sofá, em direção a sua cama. As férias escolares estavam um verdadeiro, tédio. Deitado sobre sua cama em um calor aproximadamente de 40 graus, ele pensava. "Até quando vou ficar sozinho? gostaria tanto de encontrar um amor verdadeiro."

O celular começou apitar, Raul foi olhar e era uma mensagem no WhatsApp. Sua amiga Anabela, para os mais íntimos, somente Bela. 

Bela - "Hey! amigo, como você está?"
Raul - "Estou indo.."
Bela - Amigo? estas deprê?
Raul - Ahh. Estou cansado. Queria tanto encontrar alguém.
Bela - Tudo tem sua hora. Que tal irmos em uma festa hoje?
Raul - Onde?
Bela - Amigo! Vamos no Play.
Raul - Play? onde é isso?
Bela - Na Idependência, uma boate nova que abriu. Amigo, é pequeno, mas vai ter Open Bar de Vodka, energético, cerveja. Vai ter até Sorvete.
Raul - Nossa! Sorvete? ahh então vamos! HAHAHA

Raul, sentia-se mais empolgado com o convite de Bela. Na festa ele poderia se distrair, beber e ver os amigos. Bela era uma grande amiga, estava sempre tentando anima-lo.   

Bela - Amigo! Eu passo ai na tua casa as 22:30, ta?
Raul - Tudo bem. 

A festa estava marcada, os dois iriam na Play Music, uma boate pequena que ficava localizada na principal rua da cidade de São Leopoldo, onde os dois moravam. Na Play costumava tomar mais rock pauleira mas as vezes eles faziam umas festas mais alternativas. Nessas festas tocavam funk, eletrônica e pop.

As horas pareciam ter voado naquele sábado, Raul havia tomado um banho demorado no chuveiro e sentia-se bem confortável. Com a toalha enrolada na cintura ele abriu seu guarda roupa a procura da roupa ideal. No seu guarda roupas tinham várias camisas com estampa de caveira, de super heróis e de desenhos animados. Com tantas opções ao ver a camisa branca com estampa de caveira, em detalhes azuis, pensou que aquela seria a camiseta ideal, junto com uma calça preta skinny.

O celular começou a tocar...

Raul - Alou! Quem é?
Bela - Sou eu, a Bela. Tu não tem meu número gravado?
Raul - Ahh! Nem olhei na tela, estava esperando teu whats.
Bela - Já estou aqui na frente do seu prédio. Esta pronto? 
Raul - Sim. Estou.
Bela - Então desce! Estou aqui em baixo com as gurias!
Raul - Ok!

Pensava ele, quem será que veio com a Bella? Ela não havia falado que teria outras pessoas na companhia deles. Sem pensar mais, deu uma última olhada no espelho e falou...

Raul - Esta noite quero encontrar meu amor!

Apagou as luzes, fechou a janela de casa e desceu as escadas do prédio.

Bela - Até que em fim a bonita desceu! HAHAHA
Raul - Oi, bela.

Em um alegre Oi, Raul cumprimentou Clara e Luise. As amigas da Bela. Todos foram andando até a Play Music, a boate ficava perto da casa dele. Rapidamente todos estavam dentro da boate, que sobre um som ensurdecedor tocava a musica, 7/11 da cantora Beyoncé. 

Bela - Uhuu! Vamos dançar meninas. E menino kkkk

Enquanto as meninas dançavam loucamente Beyoncé. Raul buscava vodka com energético. Ele odiava Beyoncé, mas para não fazer feio se mexia ao som da batida. O que ele mais queria era poder escutar um batidão, funk. Sem deixar que a musica o dispersasse, ele cuidava a todos á sua volta. Foi neste momento que o DJ aumentou ainda mais o som. Todos na balada começaram a cantar em inglês o refrão da música.

"Oh let go like alcohol
Don't you drop that alcohol
Never drop that alcohol, never drop that alcohol
I know you thinkin' bout alcohol
I know I'm thinkin' bout that alcohol"

Ele sentia-se um extraterrestre, mesmo já um pouco alcoolizado a alegria a sua volta não o contagiava. Sem estar animado foi sentar-se e beber, pensar na vida e quem sabe até chorar. Bela, ficou lá na pista dançando loucamente todos os sons que tocaram. O DJ tocou Lady gaga, Madonna, Rihanna, Britney spears... 

Sentado em uma cadeira de plástico ele começou a observar o lugar. A boate Play Music era escura, além de apertada com poucas luzes e sobre a parede tinha uma tinta escura que não era nem preto e nem marrom. As sensações misturavam-se, naquele ambiente sombrio. Os olhos dele estavam fechados, era como se ele pudesse ir para outra dimensão, sobre o efeito das bebidas e da música alta. Sem que fosse possível perceber, em um susto Bela chegou e acabou com o seu sonho.

Bela – Amigo! Você está bem?
Raul – Estou, estou.
Bela – Criatura, o que você esta fazendo ai sentado, dormindo?
Raul – Não estou dormindo. Estava descansando as vistas hehehe
Bela – Amigo! Esta tocando Lana, vamos dançar?
Raul – Ahhh! Eu não gosto dessas musicas.
Bela – Acho que você está precisando de mais um copo vodka!
Raul – Não, não preciso de bebida. Preciso de um amor!

Gritando ele levantou-se, falando que queria um amor. Mas as coisas não eram tão faceias assim. Raul, não era como os outros caras, ele gostava de homem. Isso não era segredo para ninguém, todos seus amigos sabiam da sua orientação sexual. O problema era que os namoros dele não davam certo.

Bela – Amigo! Senta. Vamos conversar.
Raul – OK!
Bela – Voce tem que tirar isso da cabeça, uma hora o cara certo vai aparecer.
Raul – Bela! Esse cara nunca aparece. O que eu tenho? Estou fedendo? Ahhh! Eu devo ser muito horrível.
Bela – Amigo! Voce não esta fedendo e nem é feio. È que você gosta dos caras errados.
Raul – Ninguém me quer, você fala isso porque pra ti é fácil. Tu é linda, loira, e mulher!
Bela – Mas tu es lindo! Estamos perdendo a festa.
Raul – Pode ir pra festa, eu vou embora.
Bela – Nãoooo! Olha só eu tenho uma ideia.
Raul – Qual?
Bela – Voce fica na festa, eu vou lá pedir para o DJ tocar um funk. Já, já vai ter o sorvete e vou te ajudar a procurar um “cara”.
Raul – Como assim?
Bela – Olha isso! Deixa eu pegar meu celular no sutiã...
Raul – Voce é muito engraçada! Hehehe

Continua... 

Uma História escrita por: Ruan Carlos Sansone
"Esta é uma obra baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade"