Gritando ele levantou-se, falando que queria um
amor. Mas as coisas não eram tão faceias assim. Raul, não era como os outros
caras, ele gostava de homem. Isso não era segredo para ninguém, todos seus
amigos sabiam da sua orientação sexual. O problema era que os namoros dele não
davam certo.
Bela – Amigo! Senta. Vamos conversar.
Raul – OK!
Bela – Voce tem que tirar isso da cabeça, uma hora
o cara certo vai aparecer.
Raul – Bela! Esse cara nunca aparece. O que eu
tenho? Estou fedendo? Ahhh! Eu devo ser muito horrível.
Bela – Amigo! Voce não esta fedendo e nem é feio. È
que você gosta dos caras errados.
Raul – Ninguém me quer, você fala isso porque pra
ti é fácil. Tu é linda, loira, e mulher!
Bela – Mas tu es lindo! Estamos perdendo a festa.
Raul – Pode ir pra festa, eu vou embora.
Bela – Nãoooo! Olha só eu tenho uma ideia.
Raul – Qual?
Bela – Você fica na festa, eu vou lá
pedir para o DJ tocar um funk. Já, já vai ter o sorvete e vou te ajudar a
procurar um “cara”.
Raul – Como assim?
Bela – Olha isso! Deixa eu pegar meu celular no
sutiã...
Raul – Você é muito engraçada! Hehehe
Bela – Achei! Olha, este aqui é um aplicativo...
Mostrando o tal aplicativo, Bela explicava do que
se tratara.
Bela – Amigo! Esse aqui é o “Tinder”. Um aplicativo
de encontros.
Raul – Putaria?
Bela – Não! Sem putaria. Você parece que
não me conhece. Olha só, este aqui é o Carlos lembra?
Raul – O Carlos, lá da Universidade?
Bela – Esse mesmo, aquele que tem uma banda. Eu dei
like nele e ele em mim. Começamos a conversar no Tinder e semana que vem vamos
ir no shopping, tomar um sorvete.
Raul – Sorvete? Sei...
Bela – Sim, sorvete. Quem sabe não ganho um beijo?
AHSUHHSAHUUHSAU.
Após a conversa, Bela ensinou Raul a baixar o
Aplicativo. Os dois animados com a conversa, principalmente ele pela
possibilidade de conhecer outros Carlos da vida. Bela puxou sua mão e foi ao
encontro do DJ, ao seu ouvido pediu a música preferida de seu amigo. O som
ficou bem alto e todos começar a dançar ao som de Na Batida da cantora Anitta.
Todos os problemas, angustias foram esquecidos e os dois dançaram loucamente.
No outro dia, Bela dormiu na casa de Raul.
Bela – Amigo! Olha a hora que é. Já são quase duas
da tarde.
Raul – Acho que bebemos muito.
Bela – Você já olhou teu celular.
Raul – Sim. Olhei e tem varias mensagens de alguns
caras.
Bela – Uhuu! Amigo! Responde os boy.
Raul - hehehe. Esta bem.
Os dois ficaram animados com o aplicativo e por
alguns minutos estiveram conversando sobre os belos rapazes. Passaram-se uma
hora e Bela foi para sua casa, enquanto isso Raul ficou mexendo no celular. Em
segundo apareceu uma mensagem...“Oii, tudo bem?”.
Raul – Ola. Qual seu nome?
Rafael – Meu nome é Rafael.
Raul – Qual a tua cidade?
Rafael – Sou de São Leopoldo – Rio Grande do Sul
Raul – Sério?
Rafael – Sim. Sério UHHUASHUAS
Raul – Você é o primeiro cara que fala
comigo, aqui neste App.
O papo dos dois seguiu animado, Rafael tinha 17
anos e morava em São Leopoldo. Enquanto Raul tinha 19 anos. Os dois tinham
gostos bem diferentes, e suas personalidades eram totalmente contrarias. Raul,
tinha uma meta, a de encontrar um amor. Rafael tinha uma meta bem diferente,
curtir a vida perigosamente e loucamente sem pensar no amanhã.
Rafael – Cara. Temos que nos conhecer.
Raul – Verdade.
Rafael – Como nunca nos cruzamos na cidade?
Raul – Pois é, não sei.
Rafael – Tu vais em festas?
Raul – Vou muito. Sempre na companhia da minha
melhor amiga.
Rafael – Onde você costuma ir?
Raul – Vários locais, ontem estive na Play Music.
Ali na independência.
Rafael – Bah! Eu estou sempre lá na Play. Eu vou
quase todos os finais de semana com o meu melhor amigo, o Fábio.
Na cabeça de Raul as coisas estavam indo muito bem,
a conversa dos dois adolescentes não tinha fim. O grande problema é que Raul
jamais poderia imaginar o grande risco que iria passar. O amor pode ser
perigoso.
Não perca o terceiro capítulo de “Os Amores
Perigosos”
Uma História escrita por: Ruan Carlos Sansone
"Esta é uma obra baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade"
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