quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Capítulo 05

Na cabeça de Raul, tudo aquilo era perfeito, o perigo o excitava também. Viver um amor perigoso. Parecia tudo um sonho, como nos filmes da Disney que ele assistia. Os dois correndo nas ruas da independência, perigosamente apaixonados.

Rafael – E meu beijo?
Raul – Teu beijo? Quem deu o beijo fui eu.
Rafael – Nós demos o beijo.
Raul – Verdade! Você parecia um anjo, ali jogado nessa grama. Quando cheguei na esquina da praça e te vi, pensei. Tenho que me jogar em cima dele e beijar.
Rafael – Eu gosto de atitude! E que beijo bom! Quero repetir...

Sem que Raul tivesse a oportunidade de responder, Rafael lascou outro beijo. Um beijo ainda mais longo, com mordidas e lambidas atrás da orelha. Fazendo com que Raul viajasse sobre aquele beijo.

Rafael – Quero dar um apelido para você. Posso?
Raul – Ahhh! Não gosto de apelidos. Mas, podes apelidar.
Rafael – Você é o meu ruivinho.
Raul – Ruivinho?
Rafael – Sim! Os teus cabelos estão vermelhos com o reflexo do sol.

Raul, tinha cabelos loiros e cacheado, o que provocava um contraste muito lindo. Já que sua pele era morena. Sobre a luz do sol, os cachos loiros transformavam-se em cachos ruivos. Os seus olhos eram castanhos iguais os de Rafael e sua estatura era mediana.

Rafael – Ruivinho! Vamos ter que ir. Já são quase 20:00 horas da noite.
Raul – As horas voaram. E a cerveja?
Rafael – Se você quiser posso ir na sua casa amanhã.
Raul – Que horas?
Rafael – Posso matar aula e ir para sua casa.
Raul – Isso não vai lhe causar problemas?
Rafael – Não! Estamos no início das aulas e o Fábio segura as pontas para mim.
Raul – Blz! As 08:00 horas da manhã?
Rafael – Pode ser as 07:30. Daí passo a manhã inteira com você.
Raul – Perfeito!

Os dois deitados sobre a grama observavam o sol indo embora, trocando caricias e abraços longos. Os dois olharam-se e beijaram-se pela última vez. Rafael deitado sobre o peito de Raul o abraçava muito forte e dizia...

Rafael – Que coisa boa. Como é bom ficar assim com você. Que sensação boa...

Raul apenas sorria com as caricias de Rafael, que naquele momento fez uma declaração inesperada para um primeiro encontro.

Rafael – Cara. Esquece o que eu te disse, eu acho que mudei de ideia.
Raul – Esquecer o que? Do que estas falando?
Rafael – Esquece aquilo de que eu quero curtir a vida, que não queria...
Raul – Que não queria o que? Fale
Rafael – Que não quero namorar! Eu quero namorar com você!
Raul – Namorar? Mas nem nos conhecemos direito.
Rafael – Eu sei que não nos conhecemos, mas é tão bom ficar assim deitado sentindo a tua barba, sentindo teu peito. Eu quero isso para sempre!
Raul – Meu anjo! Vai ser para sempre. Estou perigosamente apaixonado...
Rafael – Estamos perigosamente apaixonados.

Os dois levantaram-se para ir embora. Raul, levou Rafael até o ponto de ônibus chamado de “Triangulo”. Sem que os dois pudessem trocar nenhum tipo de abraço, beijos, caricias ou qual quer demonstração de carinho. O medo que Raul tinha era muito maior do que o de Rafael. Existia um grande perigo que Raul corria, relacionando-se com Rafael. A idade, afinal Raul tinha 19 anos e Rafael 17, o que poderia caracterizar-se como crime. Mas, ele tentava tirar estes pensamentos da sua mente, a sensação de correr Perigo era muito maior.

Ao chegar em casa, Raul sentou no sofá e começou a lembrar de cada segundo vivido ao lado de Rafael. Lembrou das loucuras, dos sorrisos, dos beijos, do olhar perigoso e atraente e principalmente do cheiro. Um cheiro amadeirado e forte. Poder viver tudo o que mais sonhará fez com que ele não segurasse as lagrimas. Eram lágrimas de felicidade.
Pensando em tudo o que estava vivendo, Raul viu o seu celular apitar. Era uma mensagem de Rafael, que diziam as seguintes palavras...

“Estou no ônibus e não consigo parar de lembrar da sensação de estar ao seu lado, do teu cheiro e da sensação de tocar a tua barba”

Juntamente com a mensagem, Rafael encaminhou uma foto sorrindo. Raul, chorava ainda mais. Era uma emoção tão grande, no fundo do seu coração ele sabia que estava nascendo um sentimento verdadeiro. Sentimento puro mais ao mesmo tempo tão pecaminoso, tão descriminado pela sociedade. Como seria enfrentar um amor com alguém que escondia seu verdadeiro eu. Ele gostaria de poder gritar paro o mundo inteiro que tinha acabado de conhecer seu grande amor.


Continua...


Uma História escrita por: Ruan Carlos Sansone
"Esta é uma obra baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade"

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